Hong Kong vencerá a batalha para se tornar a porta de entrada para a Ásia?

Os mercados dinâmicos da Ásia há muito tempo atraem os comerciantes ocidentais, mas saber onde colocar uma participação no mercado tem sido um desafio, com vários países emergentes disputando posição. 


A China é o maior mercado acionário da Ásia, com uma capitalização de mercado de mais de US $ 7 trilhões, mas, sendo um mercado fechado, não está disponível para empresas estrangeiras. Isso levou o Japão e Hong Kong a se tornarem os principais desafiantes, ambos com capitalizações de mercado semelhantes de mais de US $ 5 trilhões e Cingapura chegando bem perto. 


Esse cenário pode continuar o mesmo por muitos anos, exceto por alguns recentes desenvolvimentos significativos dos chineses que parecem estar moldando e consolidando a posição de Hong Kong como a principal porta de entrada para a Ásia. 


O que mudou? 


O governo chinês está interessado em atrair investidores globais que atendam aos seus critérios e reconhece que não pode permanecer um mercado totalmente fechado para alcançar este objetivo. Hong Kong é um trunfo lógico a ser utilizado para lentamente abrir a porta aos participantes aprovados do mercado financeiro. Foram seguidos os seguintes passos estratégicos: 


  • Regras de listagem atualizadas para a bolsa de valores de Hong Kong (HKEX) - essas regras, que agora são mais similares às das outras bolsas globais, facilitaram muitos IPOs de empresas de tecnologia e Hong Kong, posteriormente, adicionou US $937 bilhões em valor de mercado entre abril de 2018 - março de 2019. 
  • Abertura através do programa de conexão entre a HKEX para Xangai e Shenzhen - empresas estrangeiras aprovadas que desejam negociar nas bolsas chinesas ou fazer negócios na China agora podem fazê-lo através deste mecanismo. O ponto de entrada em Hong Kong pode ser facilmente alcançado com uma conexão TNS à HKEX. 
  • Remoção de restrições comerciais – Para encorajaas negociações nas bolsas de valores chinesas, os reguladores chineses removeram restrições em áreas como volume. 


Além disso, a HKEX compartilhou seu plano de três anos em fevereiro de 2019, que incluiu o desejo de diversificar para derivativos e expandir a Bolsa de Metais de Londres para negociar durante o fuso horário asiático. 


É o suficiente para desestabilizar o Japão? 


O Japão permanece fiel à sua rica herança cultural e possui muitas regras, inexistentes em outros países, que exige que os investidores estrangeiros sigam. Isso cria complexidade significativa, embora não seja insuperável. Para as organizações que desejam alcançar esse mercado, recomendo que acessem as negociações japonesas por meio de uma conexão com a TNS. Temos uma equipe local no país que pode fornecer assistência cultural e de idioma, além de identificar a infraestrutura de menor latência. 


O Japão não pode competir com Hong Kong na proximidade com a China. Hong Kong é um local natural para as empresas chinesas listarem geograficamente e as grandes organizações direcionarão liquidez para a HKEX. À medida que a economia chinesa cresce, esperamos que muitas empresas procurem oportunidades de IPO e a HKEX, com suas regras de listagem atualmente flexibilizadas, pode tratar disso facilmente. A conexão através do mercado mútuo aumentará ainda mais a liquidez, abrindo a negociação para corretores asiáticos aprovados sem uma licença de Hong Kong. 


O plano trienal da HKEX é interessante porque inclui uma série de movimentos estratégicos que garantirão sua posição. Dentro deste plano, a HKEX inclui a expansão de sua conexão para o sul a fim de fornecer aos investidores chineses do continente um acesso aprimorado aos mercados financeiros do mundo. Ele prevê, para estes investidores, a facilitação na negociação de moedas, títulos, ETFs e outros produtos de commodities no HKEX em algum momento no futuro próximo. 


O acesso ao Yuan é essencial para muitas empresas que realizam negócios na China, portanto, se a HKEX se posicionar como a sua fonte principal, essas empresas poderão efetivamente proteger sua exposição cambial. 


Com a facilitação ao acesso, a China demonstra sua flexibilidade e vontade de atrair comércio internacional e, ao mesmo tempo, faz de Hong Kong um forte concorrente para garantir permanentemente o primeiro lugar como a porta de entrada para a Ásia. 


Como uma ex-colônia britânica, as empresas ocidentais também encontrarão segurança nos familiares sistemas jurídicos e comerciais de Hong Kong e, com o inglês amplamente falado, não há barreira linguística. Seu volumoso setor bancário foi estabelecido há muitos anos e inclui uma grande quantidade de bancos, gestores de ativos e empresas financeiras já no local. 


Olhando para os mercados asiáticos hoje, vemos muitos mercados fortes e diversas oportunidades, mas com Hong Kong alinhando-se firmemente como porta de entrada para a Ásia, seria prudente incluí-lo em sua infraestrutura de comércio asiática. O acesso via TNS pode ser estabelecido em questão de dias e inclui hospedagem flexível de baixa latência, dados de mercado e opções de conectividade.  

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